Dentre as produções de TV existem aquelas que são caríssimas e que precisam de megapatrocinadores para emplacar sem prejuízo. Isso aconteceu, por exemplo, com o Caldeirão do Huck nos primeiros anos e acontece com muitas novelas da Globo em horário nobre e com apresentadores renomados como Gugu e Faustão. Algumas redes de TV não se arriscam tanto e compram séries que já fizeram ou fazem sucesso como Friends ou Dexter, ou pacotes de filmes dos grandes estúdios.
O retorno na audiência é quase sempre muito caro. Uma das exceções é de uma série mexicana lançada na década de 70 e que chegou ao Brasil em 1984: Chaves. Ela é o super trunfo do SBT quando precisa de audiência em algum horário. Está no ar há mais de 25 anos com pequenas interrupções.
A série foi feita com orçamento baixo e um pequeno grupo de atores. Tais atores, embora limitados na interpretação, tinham personalidade e sabiam se aproveitar de seus respectivos tipos físicos para fazer graça. Com o tempo, alguns personagens acabaram fazendo mais sucesso que o próprio protagonista.
Origem
Segundo o criador, produtor e intérprete da série (Roberto Gómez Bolaños), no livro O Diário do Chaves (lançado em 2006), o garoto havia fugido de um orfanato do qual a mãe o havia deixado bem pequeno, já que lá não se sentia feliz. Foi então que encontrou uma "vila", e uma senhora sozinha, muito idosa, o abrigou no apartamento número 8, junto a ela. Mas logo ela faleceu e Chaves teve que ser despejado, passando a viver então dentro do Barril. Mas para todos, continuava dizendo que morava no apartamento 8. Somente com o lançamento desse livro foi revelado este "enigma" da série. (Fonte)
A história triste do menino abandonado adotado pela vila ganhou ainda mais charme quando foram adicionadas as histórias dos vizinhos: o desempregado que deve mais de um ano de aluguel e vive de bicos e pequenos golpes, mas só não é expulso por pena; A viúva que desfrutava de alguma posição social, mas que quer manter as aparências ou mesmo esquecer que mora onde mora e tem os vizinhos que tem; a solteirona solitária e amargurada que vive sendo discriminada pelas crianças, que a confundem com uma bruxa; o menino super mimado e criado somente pela mãe, e que tem os melhores brinquedos, mas justificada fama de antipático; a filha do desempregado, mais esperta das crianças e aprendiz das vigarices do pai; o professor apaixonado pela viúva, mas que foge do compromisso do casamento; o senhorio, rico e de bom coração que sempre é passado para trás e sempre se acidenta quando chega na vila.
Tais histórias mostram o que há de melhor e pior no ser humano. Aliás, essa é a palavra que define o seriado: humano! Não há vilões ou heróis na vila: apenas humanos lutando para sobreviver e conviver com as diferenças
A série começou a ruir quando os egos passaram a se inflar. Kiko passou a fazer mais sucesso que Chaves e Carlos Villagrán, intérprete do bochechudo, pediu mais espaço - e provavelmente dinheiro - Roberto Bolaños, criador e intérprete de Chaves, brigou com ele e Kiko saiu do show, levando Ramon Valdez, o Madruga, personagem de maior sucesso no Brasil. Kiko ganhou programa próprio, que não durou muito. Valdez ainda voltou para o elenco por mais um ano e saiu devido ao câncer de pulmão. Morreu pouco tempo depois, causando comoção nacional no México.
O elenco continuou apesar da forte baixa, tendo reforço do carteiro Jaiminho e do novo cenário do Bar da Florinda. Para muitos essa foi a época mais fraca da história da série, mas na minha humilde opinião, foi dessa fase que saiu uma das melhores piadas:
Roberto Gomes Bolaños continua a escrever para a TV mexicana, mas está com a saúde debilitada, os outros atores vivos do seriado mantém circos e ainda vivem muito da imagem de seus antigos personagens. O último episódio do Chaves foi ao ar no México em 1992, então como quadro do programa de Chesperito - apelido de Roberto Bolaños. Chesperito= o pequeno Shakespeare. A fórmula já estava desgastada. Bolaõs já não tinha mais agilidade para interpretar um garoto de 8 anos, assim como sua segunda mais conhecida criação, o anti-herói Chapolim Colorado. Apear de ser considerado um gênio, Bolaños não poderia superar a falta de seus principais coadjuvantes, além do pior dos inimigos de todo herói: o tempo.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
As grandes desinvenções da humanidade
Já pensou como o mundo seria melhor se algumas coisas simplismente deixassem de existir? Não, eu não quis dizer "nunca existissem", mas sim, se apenas deixassem de uma hora pra outra de existir, fossem desintegradas, desinventadas. Imagine o alívio de saber que algo que o incomoda demais repentinamente sumiu da face da terra e na sua memória fica apenas a impressão de ter se chateado muito com tal coisa, mas que, com sua "desinvenção" o mundo virou um lugar melhor. Não entendeu? Então veja alguns exemplos para clarear a mente
O saxofone

Não conheço uma música boa em que entre o saxofone. A trombeta curvada pra baixo do inferno foi inventada em 1840 pelo belga Antonie Joseph Sax e desde então tem exercido influência funesta em ritmos igualmente maçantes, principalmente o Jazz. Com sua desinvenção, os elevadores deixariam de ser pequenas salas de tortura e as pessoas assoviariam alegres músicas ou mesmo se socializariam, se entregando à conversa. Kenny G se dedicaria a instrumentos mais interessantes, como a bateria ou a sanfona.
Os advogados
Sem advogado não há justiça, certo? Pode ser, mas a vida é injusta de forma geral e nem assim desistimos de vivê-la. Em qualquer lugar do mundo eles são hostilizados e associados à perdas monetárias e burocracia. Você pode imaginar um mundo sem advogados? Pois os roteiristas dos Simpsons imaginaram
Os vírus de computador
O primeiro virus de PC, Brian, surgiu em 1986 e contaminava os computadores através de disquete. Desde então, qualquer agente externo pode infectar seu micro. Com o surgimento da internet, sua proliferação se ampliou dramaticamente. A cada versão nova de antivírus, surge um novo vírus que rompe sua barreira, fazendo assim com que um novo antídoto tenha que ser produzido. Com a desinvenção do Vírus, as pessoas poderão abrir um arquivo pelo e-mail sem medo, acessar suas contas bancárias ou mesmo assistir àqueles vídeos em que pessoas f*dem umas às outras, mas não seu micro. Só. Só isso.
O alfajor

Não gosto de alfajor e não vejo a graça desse treco, que não sabe se é bolo ou biscoito e além de tudo é argentino. Quando viajei pra Buenos Aires fui obrigado a trazer uma caixa de alfajores na minha bagagem, que ocupou espaço à beça só pra eu fazer uma social no Brasil. Alguns podem me dizer: "ué, se você não gosta de alfajor, simplismente não coma", mas a mainha antipatia pelo cover de pão de mel e meus consecutivos cruzamentos com ele só me fazem pedir sua desinvenção.
Mangá/anime
Enquanto trabalhador das artes visuais, eu não deveria ter preconceito contra nada na área, mas nada tenho contra o visual em si, apenas com o tipo de história vinculada aos mangás e animes. O enredo é complicado e, apesar de sem sentido, costuma ter tiradas bobas demais. Um anime popular, como Dragon Ball, pode conter elementos de filosofia, história oriental, religião e artes marciais... tudo misturado sem o menor sentido! A influência do mangá é tão nefasta, que criou aberrações como esta:
Leia uma história convencional da Turma da Mônica e leia a versão "jovem", com monstros e frescuras afins.
Outros
Novela, Vuvuzela, comédia romântica... não preciso comentar!
O saxofone

Não conheço uma música boa em que entre o saxofone. A trombeta curvada pra baixo do inferno foi inventada em 1840 pelo belga Antonie Joseph Sax e desde então tem exercido influência funesta em ritmos igualmente maçantes, principalmente o Jazz. Com sua desinvenção, os elevadores deixariam de ser pequenas salas de tortura e as pessoas assoviariam alegres músicas ou mesmo se socializariam, se entregando à conversa. Kenny G se dedicaria a instrumentos mais interessantes, como a bateria ou a sanfona.
Os advogados
Sem advogado não há justiça, certo? Pode ser, mas a vida é injusta de forma geral e nem assim desistimos de vivê-la. Em qualquer lugar do mundo eles são hostilizados e associados à perdas monetárias e burocracia. Você pode imaginar um mundo sem advogados? Pois os roteiristas dos Simpsons imaginaram
Os vírus de computador
O primeiro virus de PC, Brian, surgiu em 1986 e contaminava os computadores através de disquete. Desde então, qualquer agente externo pode infectar seu micro. Com o surgimento da internet, sua proliferação se ampliou dramaticamente. A cada versão nova de antivírus, surge um novo vírus que rompe sua barreira, fazendo assim com que um novo antídoto tenha que ser produzido. Com a desinvenção do Vírus, as pessoas poderão abrir um arquivo pelo e-mail sem medo, acessar suas contas bancárias ou mesmo assistir àqueles vídeos em que pessoas f*dem umas às outras, mas não seu micro. Só. Só isso.O alfajor

Não gosto de alfajor e não vejo a graça desse treco, que não sabe se é bolo ou biscoito e além de tudo é argentino. Quando viajei pra Buenos Aires fui obrigado a trazer uma caixa de alfajores na minha bagagem, que ocupou espaço à beça só pra eu fazer uma social no Brasil. Alguns podem me dizer: "ué, se você não gosta de alfajor, simplismente não coma", mas a mainha antipatia pelo cover de pão de mel e meus consecutivos cruzamentos com ele só me fazem pedir sua desinvenção.
Mangá/anime
Enquanto trabalhador das artes visuais, eu não deveria ter preconceito contra nada na área, mas nada tenho contra o visual em si, apenas com o tipo de história vinculada aos mangás e animes. O enredo é complicado e, apesar de sem sentido, costuma ter tiradas bobas demais. Um anime popular, como Dragon Ball, pode conter elementos de filosofia, história oriental, religião e artes marciais... tudo misturado sem o menor sentido! A influência do mangá é tão nefasta, que criou aberrações como esta:
Leia uma história convencional da Turma da Mônica e leia a versão "jovem", com monstros e frescuras afins.Outros
Novela, Vuvuzela, comédia romântica... não preciso comentar!
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