sábado, 30 de outubro de 2010

Review impopular de "Senhor dos Anéis"

"Toda unanimidade é burra", já diria Nelson Rodrigues e felizmente eu não faço coro com a quase unanimidade de adoradores da saga "O Senhor dos Anéis". Lembro de todo o Hype em torno do malfadado filme e das multidões de nerds entoando em coro "ooooh, até que enfim!!!" e endeusando o então desconhecido para mim J. K. Rowling... ops, desculpe, J.R.R. Tolkien. Mas a verdade é que uma expectativa aumentada só infla uma possível decepção.

Não foi por má vontade, juro! Cheguei a pegar emprestado o livro com a saga completa e com muito sacrifício cheguei à página 200. Ocorre o seguinte: Nas 50 primeiras páginas há uma descrição do cenário e dos personagens, além, é claro, da apresentação do enredo. Ponto pro Tolkien, que demonstrou grande imaginação até então. A partir daí, os personagens começam a caminhar e cantar, até encontrarem algum personagem secundário para depois caminhar e cantar. Depois eles resolvem caminhar e cantar mais um pouco e só param de fazer isso para caminhar e cantar e... pronto! Cansei de ser enrolado, fechei o livro e desisti. Meu pai foi ainda mais valente e avançou até a página 300. Adivinha o que os personagens estavam fazendo?

Não espere nada diferente desses 4 até pelo menos a página 300!

Resisti bravamente às idas ao cinema - até porque filmes de 3 horas não são as melhores pedidas pra se assistir paradão na cadeira azul do Iguatemi - mas assim que lançaram os DVDs da trilogia, tomei coragem e aluguei. Sim, todos os 3 de uma só vez! Os filmes se mostraram bem melhores que o livro. Pelo menos era mais dinâmicos e ninguém cantava - só andava! Ironicamente, o caríssimo tempo de filmagem que decepa ótimos livros salvou os filmes da monotonia.

Agora, sinceramente, são bons filmes? Curto e grosso: sim! Mas não pelos motivos alegados pelos apaixonados que os julgam. O ambiente retratado era absolutamente original e revolucionário, mas o enredo era já comum para nossos padrões, além de conter chavões inacreditavelmente batidos. Duelos de capa e espada? Pegue qualquer versão de Robin Hood, Zorro ou mesmo Star Wars e verá melhores exemplos! Cena de guerra com duas massas de soldados correndo em direção contrária? Fizeram melhor em Coração Valente, Tróia e até em Matrix. A tentação pelo poder supremo? Hmmm, que tal Shakespeare, alguns séculos mais velho? O que faz a saga do anel uma boa filmografia é a junção desses elementos batidos com a originalidade do imaginário do autor e uma equipe competente em atuação e efeitos especiais, além, claro, de um oramento quase ilimitado. Só isso! Ou melhor... tudo isso!

E pra terminar: aquele Frodo era um tremendo viadinho, hein?

Nota do IMDB: 8,8/10 (média)
Minha nota: 7,8/10
Filmes longos e de trama complexa, perfeitos para dias chuvosos

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Post Inaugural

Mas que diabo de nome é esse?

Bem, pra começar, já pensaram em todos os nomes possíveis para blogs. Como eu queria falar na maioria das vezes de amenidades, idiotices (ou não) do dia-a-dia, pensei em simplismente "supérfluo", mas já havia nome registrado. Então aumentei a aposta para "supersupérfluo". Não deu, então parti pro falso superlativo: "ultrapérfluo". O Blogger aceitou e aqui estou!

A partir de hoje, abastecerei a internet com conteúdo inútil e irrelevante, como críticas a séries, filmes e jogos. Eventualmente falarei de coisas sérias como o mercado de trabalho ou aquela viagem de ônibus em que eu vi algo sinistro, mas sem o compromisso de seriedade que normalmente é exigido na mídia formal

Caso você queira saber sobre meu trabalho enquanto designer sério e respeitável, recomendo meu outro blog: http://gustavomoore.blogspot.com

E um efusivo abraço!