Chegou o grande dia! Finalmente farei o review de Street Fighter 2: talvez o mais influente game de minha geração! O jogo foi a grande aposta da Capcom nos anos 90, tendo rendido dezenas de versões se contarmos cada console lançado.
O jogo surgiu em 1991 em continuação ao quase fracassado Street Fighter e revolucionou o modo de se pensar em jogos de luta. Não foi o mais original, mas, em compensação, todos os jogos que vieram depois pareciam ou eram baseados em sua jogabilidade. Nesse quesito, aliás, houve a mais sentida melhoria com relação ao antecessor. Com os 8 lutadores originais, os golpes saiam direitinho e redondinhos e a coisa ainda melhorou com o poder de aquisição dos chefes do jogo e posteriormente dos 4 novos lutadores.
Street Fighter 2 já nasceu consagrado, sendo responsável pela venda de mais de 80% dos exemplares de revistas de gamens da época, mas à medida que o tempo ia passando, a dúvida quanto ao lança mento da sequência ia aumentando. A Capcom recauxutou e espremeu o quanto pode do jogo e com isso manteve os fãs ao mesmo tempo enfurecidos e esperançosos.
Acima: última versão de SF2 lançada, Turbo Remix, em 2008
Já pelo ano de 96 haviam lançado várias versões de Mortal Kombat, King of Fighters, Fatal Fury e outros bons jogos no estilo e a Capcom se recusava a avançar um dígito no seu grande título. Chegou a lançar uma nova linha temporal de sucesso com a série zero/alpha, mas apesar do estilo e jogabilidade novos e muito bons, não era o que se esperava.
SF Alpha era bom, mas não era 3...
Só em 1997 foi lançado Street Fighter 3, mas a expectativa criada foi grande demais e os concorrentes haviam se atualizado tão bem, que o jogo não empolgou. SF2 havia sido requentado por tempo demais e a paixão dos fãs havia se dispersado. SF3 ainda teve outras duas chances de se redimir - hoje considero-o um jogo muito bom - mas ainda vou falar mais dele em outro review.
Amor à primeira vista
Conheci SF2 uma vez que fui à escola, em 1991, no Méier (RJ) e parei num flipper por lá, já que havia chegado muito cedo. Havia uma quase multidão em frente a uma máquina e, claro, fiquei curioso. Quando consegui enxergar, vi um jogo muito mais colorido e animado que a média dos jogos de lá. Poucas pessoas conheciam os golpes, então, naquele esquema de voadora com chute forte/ rasteira a rotatividade de pessoas botando contra era imensa. Só era uma pena que já naquela época o pessoal só jogava com Ken ou Ryu.
Imagine a cena acima com mais de 10 pessoas na frente da máquina de Street... pois é...
Fiquei lá parado, babando por quase duas horas... não tinha dinheiro nem coragem pra disputar e já havia perdido 2 tempos de aula. Os garotos aplaudiam e torciam a cada golpe difícil acertado. As disputas eram realmente emocionantes, com grandes reviravoltas. Passei a chegar ainda mais cedo e bater ponto no tal flipper. Fiquei fissurado ao saber que cada lutador tinha um final próprio... queria ver todos os finais! A partir daquelas idas, o flipper virou meu passatempo favorito e Street Fighter virou algo comum em meu cotidiano.
A fissura só diminuiu quando, dois anos depois, ganhei meu Megadrive e pude disputar aquelas lutas fantásticas no conforto do meu lar e na hora em que quisesse... claro que não fiz só isso da vida. Tinha meus amigos e minhas obrigações, mas meus momentos de diversão eram em boa parte dominados por esse fantástico jogo
Minha nota:
SF2, SF2CE, SF2T
Gráficos (x2)
9,5
Som
8,5
Jogabilidade (x4)
9,5
Nota final 9,36/10
Levo em consideração a época do lançamento. Então, não haviam jogos à altura, inclusive em termos gráficos
SSF2, SSF2T
Gráficos (x2)
8,8
Som
9,5
Jogabilidade (x4)
10
Nota final 9,59/10
A adição de golpes e personagens tornou a jogabilidade perfeita, mesmo para os dias de hoje. Os gráficos melhoraram, mas já estavam superados pelos lançamentos da SNK e MK2

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